O que há de infinito a se compreender é tão próximo quanto a solidão. A solidão vem da aproximação completamente alucinada das coisas. Tudo pode estar às palmas das mãos. A potência não é realizável, nunca. Nunca é o cotidiano de repetições mentais, programação neuro-linguística, de que o que se vive é o que se merece. Se há merecimento, ou não, por que todas as coisas se fazem tão igualitariamente, sem o menor controle, como se houvesse algo que julgasse e intervisse absolutamente, sem inverdades?
O reconhecimento de um controle infinito é apenas um desejo de preencher os hiatos que se percebe quando se entende e sente um pouco do significado da solidão. Há uma vastidão de irresolúveis solidões: o riso, a depressão, o paraíso e qualquer forma de ilusão, que se estende e é a própria vida em todas as suas expressões.
É na carne crua em que se espeta o tridente da realidade. O purgatório já passou. O juízo final é a mínima sensação de lucidez a respeito do que é feita a vida.
Aprendemos o verbo ao avesso e fizemos história a partir desta concepção. E agora?
As constatações não são suficientes para preencher o que sentimos passando por este vasto rio de lama, em nossas “felizes” consciências do dia-a-dia. Os vazios são demasiado pesados para serem minimamente suportáveis. Não há preceitos ou conceitos, mas preconceitos, signos de ignorância e out-doors da essência humana.
Não sei se desejo o silêncio mais profundo do mundo ou a risada alegre dos amigos. Se quero “ver a banda passar” ou “dar uma banda lá fora”. A encriptada decisão está longe do poder humano, pelo menos neste momento em que estou na consciência do que acabei de viver. Quisera, agora, se instalassem outras vias de acesso.
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